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O sistema operativo dos primeiros

Para quem teve o seu primeiro computador pessoal pelos anos oitenta e início dos anos noventa, a linha de comandos do DOS foi o princípio.

Em Portugal do final dos anos oitenta, os computadores pessoais eram ainda poucos. O baixo poder de compra dos portugueses de então, e um escudo fraco face aos países que produziam computadores, faziam do computador pessoal um luxo exuberante.

Praticamente só os jovens cujos pais precisavam de ter um computador em casa poderiam, ao final do dia ou até só aos fins-de-semana, visitar a linha de comandos. O C:\> do DOS era, para muitos jovens, apenas o começo duma sessão de jogos.

C:\>cd jogos
C:\JOGOS>dir
A baixa resolução dos computadores desse tempo era compensada com uma grande velocidade aparente de movimento no ecrã. De facto, uma vantagem do DOS era o acesso directo que os programas tinham à máquina, o que normalmente era aproveitado pelos jogos.

Mas doutros programas se fizeram também as memórias de jovens e adultos que passaram muito do seu tempo no DOS. Quem tinha impressora em casa deverá lembrar-se de redacções num processador de texto. Impressões mais excêntricas eram feitas no Print Shop, fazendo muita gente admirar-se do que uma impressora — a maior parte, naquela altura, de agulhas — podia fazer.

Memórias mais contemplativas eram feitas tanto de animadas demos (uns programas de demonstração de virtuosismo técnico, em executáveis encontrados juntamente com as cópias piratadas de jogos em disquete), como de longos minutos em silêncio a observar o disco rígido a ser desfragmentado por ferramentas que mostravam os sectores em blocos no ecrã.

Se, pelo final do século XX, os computadores em Portugal eram de poucos, o DOS foi o sistema operativo de muitos desses. Para quem começou com computadores pela década dos anos oitenta, provavelmente as suas primeiras memórias são da sua linha de comandos.

Sistemas operativos

Msdos-icon

A maior parte dos portugueses parece ter usado o DOS da Microsoft, o MS-DOS, ainda que à época o concorrente da Digital Research, o DR-DOS, também fosse conhecido em certos meios. Tenho a recordação de nessa altura ter ouvido que o DR-DOS era melhor para computadores portáteis, e o MS-DOS para jogos. Provavelmente era um rumor que circulava. Já o IBM-DOS, também comercializado com o nome PC-DOS, foi, durante todas as suas versões excepto as finais, igual ao DOS da Microsoft.

Hoje, o projecto FreeDOS é o mais conhecido sistema operativo DOS ainda em desenvolvimento.

FreeDOS
Sistema operativo em versão de código aberto.

SvarDOS
Distribuição baseada em FreeDOS.

Extensões

4DOS
Dedicado ao interpretador de comandos 4DOS e 4OS2, assim como ao DOS em geral.

DOS vivo

DOSBox
Um emulador para correr programas DOS noutros sistemas operativos, antigos e recentes. Ver também o DOSBox-X.

DOS Haven
Dedicado a jogos para DOS feitos no século XXI.

Programas saudosos

Cubic Player
Um reprodutor de módulos de música, comummente no formato MOD ou XM.

FastTracker II
Um compositor de módulos de música. Inspirado no FastTracker II, e em desenvolvimento para várias plataformas, há também o MilkyTracker.

Fractint
Para explorar fractais, hoje há o XaoS.

GrafX2
Agora disponível para várias plataformas.

Free Pascal
Compatível com o Turbo Pascal. O IDE original encontra-se empacotado numa DOSBox em TPWDB. Ver também: GNU Pascal.

TheDraw
Para desenhar em ANSI e ASCII; para ver, havia o ACiD View. Em desenvolvimento para sistemas operativos actuais há o PabloDraw e o Moebius.

Escrever no DOS

Escrever no DOS tinha uma sensação de imediatez que hoje parece que já não se encontra mais. Talvez porque naquele tempo os teclados PS/1 tinham acesso directo ao CPU; cada tecla premida chegava instantaneamente ao coração do computador. Talvez porque sem interface gráfica, não se perdessem milissegundos a desenhar as letras; o que víamos aparecer eram as letras que chegavam directamente da placa gráfica. Talvez porque o DOS não era multitarefa, e a escrita era um acto pleno, que ocupava todo o ecrã mas também todo o computador. Talvez porque não havia Internet. Talvez por causa de tudo isto junto.

Creio que as minhas memórias da escrita no DOS sejam equivalentes às daqueles que, de gerações mais velhas, recordam as máquinas de escrever.

Procurava editores e processadores de texto, e mudava duns para outros, num caminho que julgava ser o de me tornar escritor. Ainda hoje procuro o processador de texto ideal.

Editores de texto

Um editor de texto altera ficheiros não-binários, normalmente querendo isto dizer que tem apenas caracteres da tabela ASCII. A maior parte dos utilizadores conheceu o edit.com que vinha com o MS-DOS. Por alguma razão, preferia o Norton Editor.

Editores de texto, lista disponível também noutro arquivo.

Processadores de texto

Em Portugal, circularam vários processadores de texto. Havia o Microsoft Works, que incluía um processador de texto. Havia o Microsoft Word. Conheci quem considerava o DisplayWrite da IBM como o melhor processador de texto de todos. Pessoalmente, gostava do WordPerfect para DOS.

WordPerfect para DOS
Para um revivalismo do WordPerfect para Linux, ver WordPerfect UNIX para Linux, e WordPerfect para Linux.

Jogos saudosos

SimCity 2000
Havendo actualmente o projecto OpenSC2K para o recriar em código aberto.

Transport Tycoon
Projecto de código aberto actual em OpenTTD.

Stunts
Também conhecido como 4D Sports Driving. Curiosamente, existe uma comunidade viva em torno da edição original do Stunts, com competições mundiais, em The Stunts Racing Portal.

Wolfenstein 3D

Repositórios

Archive.org MS-DOS

DOS Games

DOS Programs

Referências

Directório de páginas sobre o DOS. Muitos endereços desactualizados, mas outros tantos surpreendentemente ainda activos.

PC DOS Retro, informação técnica e história.

Revista Spooler
Revista portuguesa dedicada ao DOS. Cópia alternativa do conteúdo das disquetes.